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século XVI
O esquema da Décima Espinela
O poeta espanhol Vicente Espinel registra o esquema rímático da estrofe de dez versos que se tornaria a base métrica da pajada gaúcha. Variantes com outras rimas passaram a ser chamadas de Copla Real.
Fonte: CTG Sinuelo da Serra
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1839–1845
Poesia declamada na Revolução Farroupilha
Há registros bibliográficos de poesia declamada no período farroupilha, com nomes como Pedro Canga (Pedro Muniz Fagundes), Francisco Pinto da Fontoura, Delfina Benigna da Cunha e Francisco Xavier Ferreira.
Fonte: Prosa Galponeira
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30 de janeiro de 1924
Nasce Jayme Caetano Braun
Nasce em Timbaúva — hoje Bossoroca —, então distrito de São Luiz Gonzaga, na região das Missões do Rio Grande do Sul. Foi registrado poucos dias depois, em 7 de fevereiro de 1924.
Fonte: Vinicius Ribeiro (escultor) / Cultura Gaúcha
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1954
"Galpão de Estância"
Jayme Caetano Braun publica "Galpão de Estância".
Fonte: CTG Sinuelo da Serra
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1957
1º Rodeio de Poetas e a comissão de estudos
Braun preside, assessorado por Dimas Costa, João Pio de Almeida e Vasco Leria, a comissão de estudos das correntes da poesia gauchesca do 1º Rodeio de Poetas. A comissão tratou de pajadorismo, epigrama, vultos exponenciais de cada época e a década Farroupilha.
Fonte: Prosa Galponeira
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junho de 1958
A primeira pajada — Braun e Sandálio Santos
No 2º Rodeio de Poetas da Estância da Poesia Crioula, em Caxias do Sul, Jayme Caetano Braun protagoniza sua primeira pajada ao lado do poeta uruguaio Sandálio Santos (Nicácio Garcia Beriso). Ali aprende a estrutura da Décima Espinela. Braun tinha 34 anos e resgatava o improviso com instrumental de cordas.
Fonte: Prosa Galponeira
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1958
"De Fogão em Galpão"
Segunda obra publicada do poeta.
Fonte: CTG Sinuelo da Serra
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1959
Braun preside o MTG
Jayme Caetano Braun preside o Movimento Tradicionalista Gaúcho, entidade que só reconheceria oficialmente a pajada em 2001 — dois anos após sua morte.
Fonte: CTG Sinuelo da Serra
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1965
"Potreiro de Guaxos" e o Rodeio de Poesias de Vacaria
Braun publica "Potreiro de Guaxos". No mesmo ano, a lei municipal 614/1965 institui em Vacaria o concurso "Rodeio de Poesias" de poesias gauchescas inéditas.
Fonte: CTG Sinuelo da Serra / Câmara de Vacaria
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1966
"Bota de Garrão", "Brasil Grande do Sul" e "Passagens Perdidas"
Ano de três publicações: "Bota de Garrão", "Brasil Grande do Sul" e "Passagens Perdidas".
Fonte: CTG Sinuelo da Serra
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1978
"Pendão Farrapo"
Publica "Pendão Farrapo", obra alusiva à Revolução Farroupilha.
Fonte: CTG Sinuelo da Serra
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1987
"Vocabulário Pampeano"
Lança o dicionário de regionalismos "Vocabulário Pampeano — Pátria, Fogões e Legendas", obra de valor documental para o estudo da linguagem campeira.
Fonte: Cultura Gaúcha
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1990
"Payador e Troveiro"
Publica "Payador e Troveiro".
Fonte: Cultura Gaúcha
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1996
"50 Anos de Poesia"
Publica a antologia "50 Anos de Poesia", sua última obra escrita.
Fonte: Cultura Gaúcha
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8 de julho de 1999
Morre Jayme Caetano Braun
Morre em Porto Alegre, aos 75 anos. Seu corpo foi velado no Salão Negrinho do Pastoreio, do Palácio Piratini, sede do governo do estado.
Fonte: Recanto das Letras
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2001
O MTG reconhece a pajada — e nasce o Dia do Payador
Dois anos após a morte de Braun, o Movimento Tradicionalista Gaúcho reconhece oficialmente a pajada. No mesmo período, a lei estadual nº 11.676/01, de autoria do deputado João Luiz Vargas, institui o Dia do Payador em 30 de janeiro, data de nascimento do poeta.
Fonte: CTG Sinuelo da Serra
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2024
Centenário de Jayme Caetano Braun
Homenagens em todo o estado: reinauguração da estátua no Parque da Harmonia, em Porto Alegre, revitalizada pelo artista plástico Vinícius Ribeiro; espetáculo "Jayme Caetano Braun — Um Século de Arte" no Theatro São Pedro; e o álbum "Tributo ao Payador", com 12 poemas inéditos de autores do verso regional.
Fonte: Diário Gaúcho